quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Segredo do sucesso

Qual o segredo do sucesso? Trabalho? Dedicação? Talento? Sorte? Destino? Atitude?

Acredito que o trabalho, dedicação, comprometimento e atitude são indispensáveis para o sucesso, mas a sorte está intimamente ligada ao êxito.

Talento. Uma palavra de origem latina que significa a inclinação natural de uma pessoa a realizar determinada atividade. Sorte, um quase-sinônimo de destino, exibindo como principal diferença a divisão entre "boa sorte" e "má sorte”.

A concepção de sorte é profundamente enraizada no imaginário popular, interferindo na conduta dos que nela acreditam, conforme a forma em questão. Em muitas culturas, imagina-se que a sorte possa ser obtida através de artifícios mágicos, como ferraduras de cavalo, trevos de quatro folhas, amuletos, etc., confundindo-se muitas vezes com questões relativas à influência de forças do além.

A sorte também pode ser associada ao grau de contatos, ser conhecido ou ainda, conseguir “aquele empurrãozinho”, concordam? A sorte é mais do que isso tudo de imaginário popular... é aquela facilidade que algumas pessoas têm de conseguir as coisas de forma mais fácil que as outras.

Penso que sorte sem talento não adianta de nada, mas também talento sem sorte não alcança  o objetivo. Pense: do que vale alguém ter talento para determinada atividade, se dedica e trabalha duro nela, mas as portas não se abrem, as pessoas não conhecem seu trabalho, ou ainda, sequer tem a oportunidade de mostrar esse talento?

Da mesma forma se a pessoa tem sorte, mas não possui nada de talento... pode até conseguir mostrar sua arte ou ofício, as portas se abrem para ela, mas não agrada e não alcança seus objetivos da forma como é esperado.

Você já pensou nisso? Por isso eu digo que todos precisam de sorte, de oportunidades, não basta talento. Acredito que o segredo do sucesso é ter, em doses equilibradas, talento e sorte. Equilíbrio... palavra chave!


segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Retomada de um sonho

Há anos tenho o desejo de escrever. Fiz esse blog há bastante tempo com esse intuito e o projeto inicial era de publicar textos com meus sentimentos e reflexões.

Comentei essa vontade e a forma como eu colocaria em prática com várias pessoas. A maioria apoiou e incentivou calorosamente e então fui em frente construindo meus textos em um formato adequado ao blog. Até o dia que uma pessoa riu de mim e desprezou meu projeto. Incrível como muitas pessoas deram força e apenas uma pessoa desdenhou a minha iniciativa, mas esse único comportamento negativo norteou minhas ações: abandonei o sonho. Prefiro acreditar que a pessoa que me 'deu um banho de água fria' não fez por mal. Fez pra tentar me proteger ou ainda, por receios que nem posso imaginar - e nem quero.

Reuni todo o material que eu já havia produzido e coloquei no lixo. Talvez porque naquele momento era assim que me sentia: um lixo também. Uma louca em ter a pretensão de publicar minhas reflexões e observações. Afinal de contas: quem eu achei que era? 

O blog seguiu com outra proposta e me alegrou muito, apesar de não atingir  o foco do que eu realmente desejava. Como vocês que acompanham o blog sabem, falo de livros e outros assuntos comportamentais que não, necessariamente, sejam textos contendo meus íntimos sentimentos. 

O tempo passou e o sonho que estava adormecido, acordou. À noite meus pensamentos fervem e os textos simplesmente vêem com uma clareza assustadora em minha mente que chega ser inacreditável. 

Sentimentos, frases, ideias, até a forma, a estrutura e a pontuação praticamente se materializam diante de mim. Entendi esses lampejos de criatividade como um chamado e talvez por isso deixei o antigo sonho acordar.

Claro que para esse processo todo de recomeçar tive muitos incentivos. Um texto aqui, outro ali, uma cutucada aqui, outra ali... mas, absurdamente, toda vez que me pego escrevendo novamente, as lembranças daquelas palavras duras voltam e fazem eco em meu ser: "ah, que boba, Lisiê!". Sim. Quatro palavras que me cortaram completamente e que até hoje rebombam na minh'alma. 

Por que atitudes negativas têm tanto poder? Por que deixamos que ações negativas tolham nossos sonhos? Medo, talvez, de sermos escrachados ou ridicularizados? Na verdade acredito que por medo do julgamento das pessoas que nos são caras. Medo excessivo e infundado de agradar? Pode ser. Insegurança? Ok, acho que foi um misto de tudo isso.

De uns meses pra cá venho tentando esquecer aquelas palavras e todas e quaisquer atitudes negativas que vivenciamos todos os dias. Tenho tentado ser mais positiva, inclusive, acreditar mais no meu potencial e, sobretudo, dar voz aos meus desejos. Talvez por isso tenho sido mais ousada. Tento experimentar mais e encarar o novo.

Talvez eu seja boba mesmo. Boba de compartilhar isso com vocês, boba de partilhar minhas reflexões com vocês. Não sei, mas boba mesmo fui por ter esperado tanto tempo para tentar. Por ter deixado que uma frase guiasse meus passos. Por ter abandonado um sonho de forma tão rápida e por algo tão pequeno.

O que sei mesmo é que estou produzindo meus textos, minhas observações. Já tenho bastante material pronto. Apenas não sei se eu estou pronta! Aos poucos espero estar e também espero ter coragem de compartilhar isso tudo... e de certa forma, me expor.

Se há algo que eu possa dizer hoje que gostaria que ficasse marcado em quem está lendo, é: não deixe que uma negação de alguém te paralise. Obedeça suas vontades e seja feliz. Ninguém melhor do que nós mesmos para saber o que nos faz feliz. Não existe certo ou errado. Existe o que nos faz bem... e se nos faz bem, fará bem aos outros.

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Três livros, três autoras... mas a mesma problemática.

Acabo de ler três livros de diferentes estilos e diferentes autoras que sequer moram no mesmo continente, mas as obras me fizeram refletir sobre o mesmo tema e aspectos que há muito tempo me fazem pensar. A obrigação ou, melhor dizendo, a cobrança com a maternidade que muitas vezes deixa de ser escolha e passa a ser um dever.
Aproveito para indicar a leitura dos três livros, pois são maravilhosos, muito bem escritos e nos fazem refletir sobre esse tema importante.
No primeiro livro “A garota no trem”, de Paula Hawkins (tem o filme também), o centro da história nem é o assunto que me fez refletir, mas se você ler a obra verá que tudo girou ou foi causado por essa cobrança da maternidade que está arraigada em nossos seres. O livro conta a história de três mulheres que se entrelaçam e revelam matizes de sentimentos profundos.
Rachel, que desejava muito ser mãe, não pode e isso foi o estopim para uma crise conjugal irreversível. Megan, que teve uma gravidez indesejada e o bebê morreu num acidente terrível, tem horror à ideia de ser mãe novamente – o que causou muitos problemas em seu relacionamento. Anna teve sua filha por vontade própria e decisão do casal... mas se prestarmos atenção aos relatos nas entrelinhas, perceberemos que Anna engravidou para garantir e segurar o casamento.


O outro livro é “O amor em primeiro lugar”, de Emily Giffin, que conta a história de duas irmãs. Meredith, casada e com uma filha, tem grandes dúvidas a respeito de seu casamento e descreve as agruras da maternidade e todos os questionamentos inerentes. Como se ela se culpasse por ver essa realidade e sentir essas dúvidas, ela se corrige logo após os relatos, sempre dizendo que ‘ama a filha acima de tudo’ e blá blá blá. Não duvido disso, e acho justo ela falar o que realmente sente, pois essa coisa de idolatrar a maternidade, e só mostrar a parte boa, não está com nada e cada vez mais soa falso e ilusório, pois tudo tem o lado bom e o lado ruim.
A outra irmã, Josie, ao contrário: solteira e sem filhos, sonha com a maternidade - como se isso fosse salvar sua existência. O tema central do livro nem é a maternidade em si, mas essa discussão é um ponto alto da trama muito bem escrita por essa autora que eu, particularmente, adoro e que eu já li todos seus livros publicados.

O terceiro livro, "O Perfume da Folha de Chá', de Dinah Jefferies - livro maravilhoso que já mencionei aqui http://pimentapimenta.blogspot.com.br/2017/03/dica-de-leitura-o-perfume-da-folha-de.html também não tem como tema central a maternidade, mas traz esse acontecimento como ápice da trama e nos faz sofrer pelas escolhas da protagonista que desejou ter filhos, mas no momento do nascimento se depara com uma escolha inacreditável e dolorosa. 
Como pode a decisão de ser mãe - que deveria ser uma escolha feliz - trazer tantas dúvidas e problemas? Não que eu tenha todas as respostas, mas fica fácil ver a explicação. Porque simplesmente as mulheres se veem sem possibilidade de escolha, renegadas a segundo plano e suas vontades não são respeitadas na maioria das vezes, sendo que a maternidade é simplesmente vista como uma consequência natural e exigível para a mulher que chegou aos 30 anos ou uma obrigação para a mulher que se casou.
Estamos em pleno século XXI! Temos e podemos dar voz aos nossos desejos. O que importa é escolhermos e vivermos da forma que queremos sem se importar com o que os outros vão dizer ou se a sociedade irá nos julgar. Ninguém nasceu para satisfazer a sociedade ou cumprir alguma regra imposta e sim para ser feliz, do jeito que mais nos aprouver! 

Felicidade é tudo na vida. Somente cada um de nós saber o que é melhor e nos fará feliz. Liberdade nas nossas escolhas é o primeiro passo para a plenitude e a paz de espírito e, consequentemente, para a felicidade!

quinta-feira, 2 de março de 2017

Dica de leitura: “O Perfume da Folha de Chá”, de Dinah Jefferies.

O meu estilo de leitura favorita é romance histórico, sagas familiares com fundo de história real. Essas obras me fascinam, então quando vi nas redes sociais esse livro com a descrição “Um homem atormentado por seu passado. Uma mulher diante da escolha mais terrível de sua vida. "O perfume da folha de chá", de Dinah Jefferies, é um drama familiar complexo e envolvente, que retrata a força do amor materno diante das mais devastadoras circunstâncias”, eu soube que seria completamente arrebatada por essa obra.

Assim que o meu livro chegou já comecei aquela inspeção corriqueira para quem é amante de livros: análise da capa, contracapa, orelha... que obra linda!! Adoro capas com o título em relevo, e esse tem algo que nunca tinha visto: o relevo não é liso e brilhoso, é opaco e áspero. Muito diferente e eu adorei! Parabéns pela linda edição!

Sempre tenho alguns livros ‘na fila’ como costumo dizer, mas essa obra passou na frente das outras, pois eu não aguentaria esperar para conhecer essa autora e essa história que pela sinopse tanto prometia. Passeio-o na frente de outros nove livros e comecei a leitura. Em pouco tempo já estava completamente absorvida, quando me dei por conta já estava na página 90. O livro é apaixonante! Um romance cheio de emoções e conflitos psicológicos nos fazendo viajar para o Ceilão e viver essa história junto aos personagens.

A forma de escrever de Dinah Jefferies é envolvente e cativante, sem rodeios e com descrição bem gostosa – sem ser cansativa e dando margem para nossa imaginação. A fazenda de chá onde a trama se desenrola se formou na minha imaginação de uma forma lúdica e cheirosa! Sim, ficava imaginando como aquela fazenda deveria ter um aroma gostoso de chás e senti falta de um capítulo em que a protagonista passeasse pela plantação de chá fazendo suas observações e descrevendo o cenário da colheita, dos cheiros e sensações.

A trama em si é rica e envolvente, trazendo fatos históricos como pano de fundo, como a guerra mundial e a queda da bolsa de 1929. Nesse cenário histórico de luta, os sentimentos retratados nos fazem refletir sobre as consequencias das escolhas, amores, sociedade, comportamentos, etnias e racismo. Também gostei muito da forma sutil que a autora mostra como uma pessoa atormentada, com medo ou ferida age se fechando para o mundo, adoecendo e causando tristezas e angústias a todos a sua volta. Uma ótima reflexão para compreensão.

Além disso, os medos, paixões, dúvidas, inseguranças, fatos e tormentos do passado, histórias familiares ocultadas que marcaram e direcionam as vidas são muito bem relatadas e descritas no livro criando um ar de suspense e incerteza sobre o desenrolar da trama, nos fazendo viver dentro da história. Até o final dessa bela obra ficamos esperando ansiosamente pelo deslinde de tantos fatos, que ao final vemos que estão interligados sendo que cada acontecimento é consequência do outro e que o amor é sempre o maior sentimento do mundo - quando está presente, nada está perdido e tudo ficará bem.

É impossível não se sentir parte da história e se regozijar com a redenção dos personagens, bem como com as curas emocionais dos tormentos e medos. É uma obra que nos faz refletir sobre a vida como um todo, é um passeio pelas emoções.

O livro é tão bom que eu fiquei querendo mais. Coloquei-me a pensar que o livro poderia aprofundar algumas histórias paralelas causando ainda mais emoção e imersão na história - como a história do bisavô de Laurence (que apenas é mencionada) e a história de Verity (irmã de Laurence) – que inclusive ficou um pouco evasiva e sem esclarecimentos que acho que enriqueceriam a trama.

Senti um pouco de falta daquele aprofundamento no passado x presente e as consequencias até os dias atuais. Ok, sei que esse é o estilo de Lucinda Riley (que eu super-recomendo, pois amo suas obras) mas... acredito que seria uma viagem mais completa. Adorei a escritora Dinah Jefferies e ela ganhou um lugar dentre as minhas favoritas.

Recomendo esse livro fascinante! Prepare-se para começar e não mais querer parar... é envolvente e apaixonante!

Boa leitura!!








quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Um ano de Yoga

Esse mês completei um ano de contato com essa prática maravilhosa que é o Yoga. 




O Yoga transforma a vida das pessoas. 

Yoga significa união com o universo, integração do corpo, mente e a energia vital. É um estilo de vida e sua filosofia nos integra com o nosso eu e aflora sentimentos de amor próprio que nunca pensei que fossem tão fortes.

Esse carinho e cuidado consigo mesmo trazem equilíbrio nas emoções, serenamento e paz. Não é rara a introspecção, pois quando estamos completos nada mais precisamos, se bem que as relações que mantemos, se tornam ainda mais fortes, porque com toda essa transformação, o que é bom fica ainda melhor.

Yoga não é apenas asanas (posturas), é consciência corporal, mental e espiritual. 

O relaxamento, as respirações (pranayama), a meditação nos traz, ou melhor, nos revela um mundo que estava guardado dentro de nós mesmos e sequer acessávamos. Acessar esse canal é ir ao encontro da saúde integral que não existe sem o amor próprio - que é o único amor incondicional.


Não que eu tenha mudado completamente e hoje eu seja a pessoa mais ‘zen’ do mundo! A minha essência é de energia, é de fogo, não tenho e não devo mudá-la. Cada ser é único e aqui está a beleza do ser humano! Hoje eu seleciono os sentimentos e canalizo as minhas emoções.

Aprendi muitas coisas, inclusive que ansiedade nada mais é do falta de organização e planejamento, por isso não mais me considero uma pessoa ansiosa, e sim uma pessoa organizada e com atitude. Tudo que está em minhas mãos, faço hoje. Amanhã é o tempo dos procrastinadores. Percebo que antes o que eu nominava de ansiedade era puro receio, ou medo, das atitudes ou da inércia das outras pessoas. No momento que eu tenho consciência que eu fiz tudo que estava ao meu alcance, não há mais 'ansiedade'.

Falo o que penso e prefiro dizer uma dura verdade do que fingir algum sentimento inverídico. Seleciono sentimentos e cultivo as emoções boas.
Aprendi a cuidar do meu corpo e da minha mente. Aprendi a respirar fundo e a nutrir meu corpo com energia vital. 

Hoje eu me respeito, me amo profundamente e apenas assim posso amar verdadeiramente o próximo. O único amor incondicional é o próprio... aprendi a cuidar da minha essência e daqueles que amo.

Ainda tenho muito a aprender, minha caminhada está apenas no começo... mas só de sentir essa vibração e essa vontade de seguir o aprendizado, fico ainda mais feliz!

O Yoga é uma revolução interna, é o despertar da consciência. Aprendi muito... conheci melhor meu corpo, meus limites e minhas emoções.

Nessa bela caminhada yogue entrei em contato com diversos ensinamentos, como as terapias ayurvédicas (milenar medicina indiana) e massagem abyanga. São filosofias milenares e curativas que fazem um bem incrível em nossas vidas. 


Dentro da Ayurveda, entrei em contato com a culinária ayurvédica... aprendi usar temperos deliciosos a fim de equilibrar o organismo (quero e preciso aprender muito mais). 


A massagem abyanga é a automassagem ayurvédica com óleos que têm o poder de equilibrar e curar... falando assim parece utopia, né? Mas posso dizer que senti na pele as mudanças! Além da cura de males do corpo, faz um bem danado para a mente... é inacreditável a sintonia e a sensação de plenitude!



Esse texto é apenas um relato dos benefícios e das mudanças que o Yoga fez e proporcionou em minha vida. De forma alguma é um texto que lhe orientará de como fazer, pois não tenho formação - apenas estou conhecendo e me encantando com tantas maravilhas que estão ao nosso dispor e estou compartilhando com você!

Para uma completa e correta imersão, aplicação e conhecimento existem profissionais muito bem preparados que poderão lhe auxiliar, procure um professor/instrutor de yoga com uma boa formação e um terapeuta ayurvédico que tenha feito o curso completo, inclusive com módulo na Índia. 



Obrigada a todos que caminham comigo! Namastê!! 




quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Dica de leitura: “O Segredo do Anel”, de Kathlen McGowan.

Essa obra está esgotada, porém, depois de receber indicações procurei na Estante Virtual (site que reúne todos os sebos do Brasil: www.estantevirtual.com.br) e consegui! Fiquei muito satisfeita, na verdade, amei o livro, pois além de entreter com uma história fascinante, trouxe à tona fatos que eu sempre acreditei a respeito de Jesus Cristo e Maria Madalena (esse não foi o primeiro livro desse tema que eu li).

O livro levanta a questão de como seria o mundo se tivesse sido possível para várias mulheres, personagens da história mundial (Maria Antonieta, Joana d'Arc, Maria Madalena e outras), contar a história sob seu ponto de vista. Porém, o tema central é o suposto Evangelho Segundo Maria Madalena e a sua verdadeira história com Jesus Cristo.

O livro é uma ficção tendo como pano de fundo a suposta história de Maria Madalena e Jesus Cristo. O livro passeia por Jerusalém, França - região de Languedoc e Estados Unidos. Prepare-se para aventura, suspense e romance com muitas revelações, pois o livro trata de pontos obscuros da história oficial e revê o papel feminino em acontecimentos importantes ao longo dos séculos. Apesar de ser uma ficção, a própria autora nos faz crer ao término do livro que os fatos são verdadeiros, mas que ela utilizou-se de uma ficção para poder contar a história.

Você já se perguntou qual é a verdade a respeito disso tudo? Eu sou Cristã e cresci com os ensinamentos católicos, porém, isso não me fez fechar os olhos para alguns fatos que nunca me pareceram bem explicados. Há muito tempo li alguns livros que falavam da relação de Jesus e Maria Madalena e confesso que fiquei fascinada e cada vez mais curiosa, pois quero saber a verdade e minha fé não se baseia em puritanismo.

Os religiosos pensam que caso o amor e o casamento de Jesus e Madalena fosse provado, e revelado, que Jesus perderia sua pureza e a divindade, acarretando a perda de fiéis. Eu, particularmente, discordo! Pra mim, e como no livro mesmo fala, não há nada mais sagrado do que o amor entre duas pessoas que se amam e se respeitam. Pra mim, o fato de Jesus ter sido ou não casado com Madalena não muda em nada minha crença, aliás, só aumentaria minha admiração por uma pessoa que lutou para levar a Palavra de Deus aos homens. Na verdade, a minha fé nada tem a ver com esse estereótipo de pureza imaculada. A natureza superior e divina de Jesus, por seus atos e palavras é indiscutível, casado ou não!

Sem querer criar polêmica – até porque nada está provado, nem reconhecido pelo Vaticano, bem como tudo está no campo das conjecturas, acho bem interessante a tomada desse livro. Se tudo que está nessa obra for verdade realmente, o que mudaria para o mundo? Pra mim em termos de fé e crença nada, mas com relação à Maria Madalena ficaria muito satisfeita em saber que a história seria finalmente contada. Até porque não gosto nem um pouco de histórias distorcidas ou contadas aos pedaços. A Igreja já admitiu que Madalena nunca fora prostituta, mas nem todos sabem disso e continuam falando inverdades. Basta de obscuridades e informações incompletas, acredito que o mundo mereça conhecer a verdade dos fatos, seja ela qual for.

Esse livro levanta também a questão de Judas Iscariotes. Foi ele um traidor mesmo? Segundo Madalena, não. E Paulo? Negou Jesus três vezes por medo ou vergonha de sua fé? No livro há outra perspectiva sobre tudo isso que no mínimo nos faz refletir... Claro que não são provas definitivas (nem eu estou aqui para dizer o que é certo, errado, verdade ou mentira), mas são pontos de partida a serem refletidos e estudados, pois eu parto do princípio que a história contida na Bíblia é acima de tudo uma história de amor e que tem que ter um compromisso com o que realmente aconteceu.

Quero que a fé das pessoas tenha como base fatos verdadeiros e não seja construída em cima de obscuridades, mistérios, culpas ou medos. A história é linda. Sempre soubemos que a história de Jesus Cristo é uma história de amor pelo próximo, e quem sabe num futuro próximo possamos conhecer toda verdade, seja ela qual for.

Esse livro me cativou não só pela história intrigante, mas também pela forma delicada como tratou de um tema tão polêmico, sem impor pensamentos, apenas abrindo os horizontes para que possamos falar sobre tais supostos acontecimentos. Já estou em busca dos outros livros dessa escritora a respeito desse tema. Na verdade é uma trilogia: “O Segredo do Anel”, “O Livro do Amor” e “Fonte dos Milagres”.

Importante esclarecer que de forma alguma estou dizendo que os fatos contidos no livro são reais ou verdadeiros, pois como já foi dito, nada até hoje fora provado ou reconhecido pelo Vaticano. Essa obra apenas põe lume à discussão de um tema muito polêmico e nos faz refletir. O que posso dizer é que para mim, a minha fé não se abalaria se tais afirmações fossem mesmo comprovadas.


Recomendo a leitura!

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Dica de leitura: “Infiel”, de Ayaan Hirsi Ali.

O livro recebeu o nome “Infiel”, que literalmente significa "sem fé", que é o termo usado especialmente pelos muçulmanos para designar quem não tem crenças religiosas, ou que duvida ou rejeita os dogmas básicos desta religião, acredito que pelo motivo de fazer profundos questionamentos ao exercício da fé cega, nos provocando e nos fazendo avaliar as condutas e as consequências desse sistema político-religioso.

A obra não irá tentar lhe converter ao islamismo e nem mesmo fazer apologia à fé, é uma obra descritiva da vida das pessoas submetidas a esse sistema. É daquelas leituras que do começo ao fim escancara a realidade, a hipocrisia religiosa, expõe as fragilidades dos dogmas e das promessas de felicidade e abundância de vida plena.

Prepare-se para a biografia comovente e emocionante de Ayaan, uma mulher nascida em um dos países mais miseráveis da África – Somália, e, contrariando todas as expectativas de vida das Somalis, se rebelou ao sistema opressor e com muita luta chegou ao parlamento holandês.

A narrativa é impressionante, sobretudo para nós ocidentais que vivemos numa realidade de aparente liberdade de expressão. É difícil imaginar a vida de Ayaan naquela violência diária, onde nenhum desejo lhe era permitido, aos cinco anos de idade sofreu clitoristomia, suportava surras frequentes de sua própria mãe e fraturou o crânio após ser espancada por um pregador do Alcorão.

Outro detalhe absurdamente entristecedor dessa leitura é perceber a ausência de segurança e estrutura familiar – os filhos, vítimas da própria sorte emocional, com a mãe preocupada com o cumprimento das obrigações religiosas, o pai, quase sempre ausente, pois era um importante opositor da ditadura de Siad Barré e em consequência disso, a família fugiu para a Arábia Saudita, depois Etiópia, e finalmente no Quênia.

Ayaan presenciou vários níveis de submissão à cultura muçulmana, e aos poucos foi analisando a situação e mudando seu pensamento, sobretudo após ser obrigada a casar-se com um marido que o pai escolhera. A análise psicológica que a autora faz de si mesma durante o relato é maravilhoso e profundo, ela se questiona o tempo todo a respeito do que estava fazendo e do que estava sentindo, se sente culpada pelo simples fato de questionar-se e de avaliar se era certo ou errado, justo ou injusto, e quanto mais entendia os seus sentimentos, mais percebia e sentia a necessidade de rebelar-se contra os costumes muçulmanos rigorosos, com os quais não mais concordava.

O livro é uma aula de amor-próprio, de democracia e de liberdade. Além dela se questionar e contestar o sistema, ela explica e fundamenta suas atitudes e decisões, nos fazendo entender muitos meandros desse sistema.

Ayaan acabou fugindo e se exilando na Holanda, onde pode vivenciar os valores ocidentais iluministas da liberdade, igualdade e democracia. Passa, então a adotar uma visão cada vez mais crítica do islamismo ortodoxo, concentrando-se especialmente na situação de opressão e violência contra a mulher na sociedade muçulmana. A partir de então, ela passa a lutar para ajudar outras pessoas que como ela não mais aceitavam essa submissão, porém, muitos obstáculos testaram sua força.

Impossível não se revoltar ao ler a descrição da luta de Ayaan, da forma como ela viveu sua infância, sua adolescência e como transcorreu sua libertação desse sistema que além de toda violência real, havia a violência emocional, a culpa e as mágoas. Ao ler, nos colocamos em seu lugar, pensamos como ela e nos indignamos com a ingenuidade daqueles que tem o poder de fazer a diferença, mas que por muitos motivos, e até por acreditarem ser exagerados os relatos de violência, nada fazem.

O livro é incrível. É mais que uma biografia. É um relato histórico a respeito de vidas dilaceradas por um sistema político-religioso que dá sustentação à violência praticada dentro das casas pelos próprios familiares. Como ela mesma diz em seu livro, quando dogmas dão guarida para que uma pessoa use de força para garantir que sua vontade prevaleça acima do outro, percebe-se que há algo equivocado e que a violência está presente. E continua: dizer que o Islã, ou que o Alcorão prega uma religião de paz, quando na verdade funda sua linha dogmática em submissão e ausência de questionamentos, descortina-se a fragilidade dessa paz, de suas orientações religiosas e das condutas humanas. Realmente, é um livro histórico e que nos faz pensar profundamente em toda essa questão.

Ayaan se tornou conhecida mundialmente por sua luta pelos direitos da mulher muçulmana e por suas críticas ao fundamentalismo islâmico. A revista Time a incluiu entre as cem pessoas mais influentes do mundo. Ela merece nosso respeito e admiração pela força e pelas atitudes corajosas, e, sobretudo, pela persistência em lutar contra costumes tão fortemente enraizados e que tantos sofrimentos causam.

Terminei o livro muito impressionada. Aprendi muito e recomendo essa obra fascinante.

Fiquei ainda com mais vontade de conhecer novas filosofias, religiões e costumes para entender e aprender mais sobre essa diversidade que temos em nosso mundo. Jamais me sentirei no direito de julgar ou de criticar - e não o estou fazendo, apenas esse post retrata o que senti e o que aprendi ao ler essa obra.

Boa leitura!

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Dica de Leitura: "As Violetas de Março", de Sara Jio.

As Violetas de Março” foi a primeira obra de Sara Jio, onde ela nos apresenta seu estilo incrível de escrever: histórias fortes, com desdobramentos além do tempo atual, fazendo de forma perfeita a ligação com acontecimentos do passado com conseqüências no futuro. Eu já tinha lido o segundo livro dela “Neve na Primavera” – que me encantou, porém, esse livro foi além: me prendeu me envolvendo na história do começo ao fim de uma forma inacreditável e emocionante.

Outro traço dessa autora é que ela entremeia a história com sentimentos psicológicos dos personagens de uma forma leve, nos fazendo viver intensamente o enredo, como se estivéssemos dentro do livro. Ela também traz detalhes que quando lemos não se apegamos, mas depois ela remete a eles de forma fascinante, nos fazendo lembrar e pensar que é uma história real.

O livro conta a história de Emily, uma escritora que apesar de sucesso não gosta muito de seu próprio livro. Depois de não conseguir dar continuidade a sua obra e também após seu divórcio, Emily decide viajar para Bainbridge — a ilha onde visitava quando menina — para tentar reorganizar seus pensamentos e sua vida.

Na casa de sua tia na ilha, Emily encontra um diário de 1943 – que nada mais é que uma biografia misteriosa que envolve antigos habitantes da ilha e que tem muito a ver com sua própria história, mas que ela nem imagina.

Com essa biografia tão rica de mistérios e sentimentos, Emily tenta investigar a história fascinante do diário e ao mesmo tempo sai em busca de as respostas para as lacunas em sua própria vida e acaba entendendo vários sentimentos e acontecimentos escondidos por sua família.

Essa obra é maravilhosa, mostrando que “o grande amor perdura ao tempo, à mágoa e à distância. E mesmo quando tudo parece perdido, o verdadeiro amor vive.” (fl. 276)

Quando comecei o livro, não conseguia mais largar... na primeira noite fui até a página 171 e na segunda noite já o terminei. Detalhe: na apresentação da obra tem a citação da música brasileira "Águas de Março" do Tom Jobim! Como não amar?



Essa obra é incrível e agora estou louca por outras! É impossível não se envolver e não se emocionar.

Terminei o livro emocionada e arrepiada. O amor, realmente, é o sentimento mais incrível e que mesmo o tempo não consegue apagar.

Recomendo! Certamente você terá lindas e agradáveis horas de leitura fascinante!

Boa leitura!


segunda-feira, 20 de julho de 2015

Dica de leitura: “Neve na primavera”, de Sarah Jio.

Esse livro é daqueles que já nos conquista pela capa e quando você começa a ler, não consegue largar! Fascinante! Emocionante!

Essa obra é daquelas que fazem o contraponto de acontecimentos dos tempos atuais com histórias do passado e suas conseqüências. O livro conta a história de Vera Ray e do pequeno Daniel. Em 1933 uma nevasca cai sobre a cidade durante a primavera, acontecimentos trágicos acontecem e ficam sem solução até os dias atuais.

Em Seattle nos tempos de hoje, novamente uma nevasca cai sobre a cidade e o tema vem à tona fazendo a repórter Claire Aldridge escrever sobre esse fenômeno, que acontece pela segunda vez em setenta anos.

Ao pesquisar sobre a incomum nevasca na primavera, Claire se interessa pela história do pequeno Daniel Ray, que permanece sem solução e cheia de segredos.

Aos poucos, Claire descobre fatos incríveis que tocam nossos corações e nos emocionam. O final é fascinante e surpreendente!

Durante a leitura, eu me apegava às datas e idades dos personagens, querendo decifrar o mistério. Ao chegar ao fim do livro fiquei muito satisfeita e emocionada pela forma como a autora desenvolveu a história e com o desfecho dos acontecimentos. Na leitura dos últimos capítulos é impossível não se envolver e chorar. É uma linda história amor e de laços de sangue.

Recomendo essa obra e já lhe digo: você não conseguirá largar até não chegar ao fim!

Boa leitura!



quarta-feira, 17 de junho de 2015

Super promoção e-book "Precisava de você"!



Baixe agora mesmo o e-book de Precisava de Você por apenas R$1,99

O novo lançamento da Editora Belas-Letras que está dando o que falar, "Precisava de Você", acaba de ganhar versão digital. O e-book do (des)romance de Pedro Guerra custa apenas R$1,99 e já está disponível para download.

Não vai perder!!!

Acesse o hotsite para saber mais do livro e baixar a obra: www.precisavadevoce.vai.la





Sinopse:
 
Então está aqui tudo o que eu guardei por algum tempo. A partir de agora eu pretendo escrever, desde o começo, a nossa história (se é que eu posso chamar assim). O nosso (des)romance. Acho que a melhor maneira de se livrar de alguma coisa (neste caso, de alguém) é colocando para fora. Então é isso que eu vou fazer. Eu vou te exorcizar de mim. Que droga. Que droga, Gabriel Vegas. Eu gostava de você pra caramba.